Noobzview: Enslaved: Odyssey to the West

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Enslaved: Odyssey to the West












Game: Enslaved: Odyssey to the West
Desenvolvedora: Ninja Theory
Distribuído por: NAMCO BANDAI
Plataforma Utiliza: PS3
Também para: XBOX360
Noobzview: Ariel (@Arielsis)
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Gostei!: Do carisma dos (poucos) personagens.

Não gostei…: Em alguns momentos o game é um pouco repetitivo
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Logo no seu lançamento o Playstation 3 recebeu um game que foi sucesso de crítica mas não de vendas. Este game foi Heavenly Sword, produzido pela Ninja Theory, produtora inglesa, que com Heavely Sword foi indicada para diversos prêmios na área de desenvolvimento de game, como direção de arte, melhor desenvolvedora, entre outros. Fatalmente todos esperavam por uma sequência de Heavenly Sword, mas a Ninja Theory (com certeza pela baixa venda de Heavenly Sword, devido à exclusividade da Sony no título) nos presenteia com “ENSLAVED: Odyssey to the West“, um game que surpreende em diversos momentos e por diversos motivos.

Pra começar, Enslaved é inspirado no clássico japonês “Jornada para o Oeste” e conta a história de Monkey, que por algum motivo está sendo mantido preso e sendo levado para algum lugar desconhecido, em uma nave cheia de escravos. Ao mesmo tempo ele encontra Trip, que causa uma pane na nave e a mesma começa a ser evacuada, no meio da confusão, Trip usa uma espécie de capacete (que deixa os cabelos de fora) na cabeça de Monkey, aprisionando ele sob seus comandos. Com isso, ou ele a ajuda a voltar pra casa ou ela o mata. Se ela morrer, ele também morre.
E é essa união dos personagens que embala 90% do game. Ajude Trip a subir em um local que ela não alcança que ela derruba uma escada para Monkey subir até onde ela está. Isso é só uma das diversas possibilidades que o game traz com a cooperação entre os dois personagens. E por incrível que pareça, Trip é bem inteligente (*aprende Sheva!), sendo deveras importante para o avanço de Monkey nos combates.

Enslaved: Odyssey to the West

Monkey por sua vez se utiliza de um bastão (ou um cotonete gigante) para desferir combos ou até mesmo atirar nos inimigos. E o “cotonetão” realmente é muito útil, possibilitando à Monkey criar diversos tipos de ataques, mesmo que o personagem não tenha muitos combos e nem mesmo ganhe quase nenhum poder novo durante a jornada. O bastão pode ainda atirar rajadas elétricas, deixando os inimigos tontos e prontos para serem abatidos. Monkey também pode utilizar um periférico que ele chama de “Nuvem”, mas parece um disco que ele utiliza para “surfar” ou se locomover mais rápido contra determinados chefes. Uma ótima adição ao tipo de jogabilidade do game. Monkey também pode aumentar o poder de suas armas e escudo, utilizando umas orbs muito parecidas com games de plataforma, que ele deixa com Trip, e ela utiliza em suas máquinas para fazer o upgrade. Bem clichê, mas necessário. A parte plataforma do game é descente, mas muito automática, sendo quase impossível (ou até mesmo impossível) errar algum salto, pois quando você direciona para um lado que ele não pode pular, ele simplesmente não pula…

Enslaved: Odyssey to the West

Os inimigos são um pouco repetitivos, mas não chega a irritar, pois cada um pode servir de arma para Monkey, sendo que alguns explodem, deixam os inimigos tontos, ou deixam uma metralhadora para que possamos usar contra os próprios inimigos. Mas o que chama a atenção são os chefes, sendo realmente desafiadores, mas seguindo aquele mesmo esquema “Mega-man”: encontre o ponto fraco e destrua o chefe.

A parte técnica é onde o game mais se destaca, possuindo gráficos muito bonitos, principalmente nos personagens que demonstram uma alta quantidade de polígonos. Algumas partes dos cenários são um pouco pobres, outras muito detalhadas. O game possui uma ótima iluminação, efeitos e sombras. Também não poderia ser menos, a Unreal Engine está lá para fazer tudo isso possível. Mas nem tudo são flores, e em diversos momentos parecia que eu estava tentando rodar um game de PC numa placa de vídeo ruim, pois a taxa de frames cai do nada, atrapalhando a experiência. O som também é muito bom, apesar de em alguns momentos falhar e não escutarmos a maioria dos efeitos como as batidas de Monkey nos inimigos ou o próprio grito dele conforme luta. As músicas se destacam na maioria do tempo.

Outra coisa que chama muito, mas muito a atenção é o carisma e a expressão facial dos personagens. Trip então nem se fale. Você saberá exatamente quando ela está espantada, assustada, alegre, feliz, de forma tão natural e convincente que você realmente se preocupará com ela. Monkey também tem todas estas características, mas onde o personagem se destaca é nas falas, sendo realmente um herói e possuindo momentos marcantes como tal. Você realmente vê o esforço dele, em suas feições e seus berros ou falas. Mas também não é para menos, Andy Serkis é quem ficou responsável pela voz e captura de movimento (de rosto, claro) de Monkey, e o cara só é conhecido como o King Kong e Gollum de o Senhor dos Anéis. Mais adiante o game insere mais um brilhante personagem, que se adapta à história e mantém o carisma dos personagens nas alturas. A engine de captura de movimentos facial teve um resultado tão bom que a NAMCO BANDAI planeja uma série ou filme de animação do universo ENSLAVED utilizando a mesma engine.

Enslaved: Odyssey to the West

A conclusão que trago é que Enslaved é mais um dos grandes games injustiçados, pois não vendeu muito bem até o momento (menos de 500 mil cópias enquanto a NAMCO BANDAI esperava 1 milhão delas). Mas o fato de não ter vendido bem não tira nenhuma das qualidades do game, que vai te trazer ótimas horas de diversão, viagens, emoções, ação e mistérios. Pena que é um tanto quanto curto e não traga tantas respostas quanto deveria. Jogue o quanto antes!

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NOTA:

Gráficos: 9.0
Som: 8.5
Jogabilidade: 7.5
Diversão: 9.5

NOOBZVIEW: 8.6
* A NOTA NOOBZ CONSISTE EM 4 QUESITOS DESCRITOS ACIMA. A NOTA FINAL É A SOMA DAS QUATRO NOTAS DIVIDIDAS POR 4 (SÉRIO??). NÃO DAMOS NOTAS PARA REPLAY OU DURABILIDADE DO TÍTULO, POIS ISTO É RELATIVO AO TEMPO QUE CADA UM TEM PARA JOGAR, SENDO QUE UM GAME MUITO CURTO PODE TER NENHUM MOTIVO PARA SER REVISITADO, MAS NEM POR ISSO DEVE PERDER NOTA.

Por Ariel
@Arielsis