Noobzview: Ouya – Vale a pena investir no console independente?

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Ouya review

Console: Ouya
Noobzview: Entelexia (@Entelexia)

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É,
comprei um Ouya. E, por incrivel que pareça, nao me arrependi. Embora
esteja longe de ser um console tao empolgante quanto um “AAA” com
biblioteca de 30 títulos, a verdade é que o Ouya é muito bem feito, e
tem recursos que o fazem valer a pena, mesmo que seu potencial ainda nao
tenha sido aproveitado.

Vamos falar sobre o aparelho, primeiramente, depois entramos no lado que interessa: os jogos.
Primeiramente,
algo com o qual eu nao me importo muito, mas que acaba chamando a
atenção, é o design do bichinho. Realmente é um aparelho bonitinho,
parece peça de decoração, e se nao fosse o Joystick do lado, eu nunca
desconfiaria que é um console. Mas deixemos de lado essas irrelevancias,
pois por mim o aparelho pode ser feito numa caixa de madeira com tiras
de couro, que tá valendo, desde que rode bons jogos.

ouya analise

O
Joystick é ótimo, um pouco mais anatomico até que o do Xbox, mas não
tão pesado. Devo dizer até que, para jogos arcade-plataforma, o joystick
do aparelho é até bem mais preciso que o do Xbox, respostas mais
rápidas, só perdendo talvez para o ótimo D-pad do PS3/PS2. Ou seja, para
quem quer jogar partidas de bom e velho sistema “rapidez nos dedos”, o
controle do Ouya é bem melhor que o do Xbox. Já a tela sensivel ao toque
(que você nem vê, pois nao é vidro), até o momento só serve para
facilitar a navegação em algumas interfaces dos softwares.

Os Gráficos

Ouya analise games
Pizza Boy

O
processador, poderoso para um mobile, mas modesto para um videogame
moderno, não é lá essas coisas para jogos AAA, mas com certeza não deixa
a desejar em se tratando de jogos Indie. Na verdade alguns dos jogos
até mesmo fazem a graça de “Xboxizar-se”, como o Shadowgun e seus
gráficos a lá “Gear of War”. Mas a verdade é que a maioria dos jogos e a
própria proposta do console, é de gráficos modestos para jogos
divertidos e sensatos. Neste caso, o Ouya tem potencial sobrando. Outra
caracteristica importante do sistema gráfico do Ouya é que ele
redimensiona muito bem o gráfico de jogos antigos/2D (emulação) para as
telas das tvs LCD, a ponto de você ver os jogos quase exatamente como
você veria nas tvs para o qual os jogos foram desenvolvidos
originalmente. Ou seja, o efeito “sopa de pixels”, que é a horrivel
deformação dos graficos de baixa definição, quando passados em monitores
ou tvs HD, de alguma forma não acontece nos emuladores Android, que
redimensionam a imagem perfeitamente para as tvs de alta definição.


Os jogos
jogos ouya review
Tower Fall

Infelizmente,
são poucos ainda os bons jogos do Ouya. Se o console chegar a
amadurecer, quem sabe os desenvolvedores não poderão dar ao aparelho uma
identidade própria, apresentando opções criativas e bem trabalhadas de
diversão.? Até o momento, um dos melhores títulos do console é o veloz e
divertido
“Tower Fall”,
um retrogame com cara de Snes, e jogabilidade divertida como aquelas
que só víamos nos anos 90! Outro destaque retro, é “Pizzaboy”, uma
versão cara de pau do Mario, com visual urbano, ultracolorido e
divertido. Mas tudo isso ainda é muito pouco para justificar a compra de
um novo console. No entanto, pela proposta de abertura e liberdade de
desenvolvimento da plataforma, há espaço para zilhoes de bons jogos
indies, e mesmo jogos com cara de “Live Arcade”, como Sonic 4,
Shadowgun, SineMora e Wraithborne. Vamos ver como vai se desenvolver (ou
não) o ecossistema do Ouya. Se ele amadurece como a revolução que seus
simpatizantes esperam, ou desaparece como muitas outras boas idéias que
surgem por aí (inclusive no Brasil), no lugar ou na hora errada, ou as
duas coisas.


Piratas Safados, atenção!

Mas
independente disto tudo, o aparelho já vale por um motivo simples: É
uma pérola retroplayer! Se você não tem como adquirir Megadrive, Snes,
Nes, Master, ou mesmo PS1/N64… e deseja jogar aquelas pérolas quase
impossíveis de adquirir nos dias de hoje… bem, o Ouya tem esse recurso. E
isso significa Muito!

Games ouya
#partiu Ouya

Possibilita
que vc jogue as suas roms (mesmo aquelas traduzidas, veja bem), de
qualquer um dos consoles da era 8-16 bits, e até mesmo alguns da era 32
bits, embora tenha uns travamentos chatos nos jogos PS1, pelo que testei
até agora.

Mas
nas emulações de jogos 16 bits, o efeito é excelente, mesmo nas tvs de
LCD! Sim, a emulação não vira um amontoado de serrilhados e pixels como
nos emuladores de PS2 ou PC… de alguma forma,
os
emuladores Android (Gsnes, RetroArch) têm um recurso que aproxima a
qualidade da imagem dos jogos àquela que se conseguia nas tvs para o
qual foram desenvolvidos originalmente
,
aquelas antiquissimas tvs de TUBO de 320 pixels. Ou seja, os emuladores
conseguem projetar todo o “esplendor” dos gráficos de 8/16 bits, da
forma como foram criados. E isso é muito bom!

Passar
algumas horas jogando na sua tv de LCD jogos bons Rock n Roll Racing,
Super Contra, Final Fantasy 4, 5 ou 6 traduzido (yeah), Breath of Fire,
Supermetroid, Zelda ou Phantasy Star traduzido (Ouyeah!)…. bem, isso
nao tem preço para um retroplayer, mesmo um que nao seja tao “retro”
assim, como é o meu caso. Mas com certeza, dói menos o coração saber que
nao perderemos os jogos de nossa infancia, e teremos a chance de jogar
com amigos os classicos do passado (supondo que nossos amigos ainda se
sintam à vontade para jogar, claro… nao há nada mais triste que ver as
pessoas perderem o humor junto com a juventude!).
Afinal: O que esperar do Ouya?

Ouya

Bom…
De tudo isso, fica a certeza que o Ouya não é ainda um videogame que
justifique a compra pela sua própria biblioteca de jogos, até porque,
ainda é demasiadamente recente. Mas só de possuir a biblioteca “roubada”
dos consoles clássicos de eras passadas, o Ouya tem aí uma vantagem, e
eles sabem muito bem disso. Mas esperemos que o futuro nos mostre que a
anunciada revolução da liberdade e criatividade anunciada pelo Ouya da
Julie e do Kickstarter realmente aconteça. Para isso, não basta que o
console seja bom e versátil (o que é, considerando a proposta de fazer
jogos criativos e modestos), mas que a máquina seja aceita pelos gamers e
principalmente pelos desenvolvedores que por acaso se identificarem com
o projeto e tiverem idéias e trabalhos que valham a pena.

O
que conheci de jogos Indies nos últimos anos só me faz pensar que, sim,
o potencial da plataforma é imenso. Mas se ele vai ser explorado ou
desenvolvido…se será no Ouya ou em outro console com recursos similares…
saberemos no futuro!

Mas,
como eu já disse (e na verdade trata-se da principal característica que
me fez querer o console): A opção de emular sistemas desaparecidos ja
vale a compra do aparelho, se vc encontra-lo num preço justo.

NOTA:

Gráficos: 7.6 (Mais que suficiente para 90% dos jogos indie de qualidade que vemos ultimamente)
Som:7
Precisão do controle: 7.7
Sistema operacional: 7.6
Biblioteca de jogos próprios: 5.0 (Nível NDS: Zilhões de títulos, com alguns poucos que se destacam)
Biblioteca de jogos “roubados”: 10 (Mas ai não vale, né Arnaldo?)

NOOBZVIEW: 7.4

Por Entelexia
(@Entelexia)

2 COMMENTS

  1. Muito bom o review, muito objetivo, achei uma ótima opção, mas esse console deixo passar… abraços!

  2. porra! excelente review!!! queria comprar um também por causa do jogo towerfall. ainda mais depois que vi que o pessoal da miniboss fez os gráficos do novo towerfall que eu sei que tem pra pc tb! mas porra! vale a pena!!!

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