Crítica: Morbius entrega um roteiro preguiçoso e uma experiência ruim!

Filme já está em cartaz nos cinemas do Brasil

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Morbius
Morbius

Filme: Morbius
Direção: Daniel Espinosa
Crítica Noobz: Ataliba (@AtalibaNoobz)

Morbius é a mais nova tentativa da Sony Pictures de dar vida ao seu universo cinematográfico longe da Marvel, focando exclusivamente no universo do Homem-Aranha dos quadrinhos. Além de Venom e Morbius, já estão confirmados Madame Teia, com Dakota Johnson e Kraven, O Caçador com Aaron Taylor-Johnson. Além deles, existem diversos rumores envolvendo Gata Negra e Sexteto Sinistro.

A caminhada da Sony não começou bem com Venom que em seu primeiro filme se perde em sua identidade, tentando agradar ao grande público com uma comédia e aventura de sessão da tarde, mas tentando manter alguma característica sombria dos quadrinhos. Já na segunda aventura o longa se abraça como uma grande galhofa e vira uma diversão descompromissada, que não justifica a existência de um universo expandido em termos narrativos, apenas financeiros. Além de decepcionar aqueles que esperavam o icônico anti-herói das HQs e animações.

E então chega aos cinemas do Brasil, Morbius, estrelado por Jared Leto, que vem com a missão de cravar a bandeira de que de fato teremos um universo Sony Pictures do Homem-Aranha.

Morbius

A trama acompanha um cientista que possui uma grave doença e dedica sua vida em busca de uma cura. Nessa jornada ele acaba se envolvendo em estudos com morcegos e em uma tentativa fracassada de aplicação em si mesmo acaba se tornando um vampiro. Dessa forma ele se torna superpoderoso e passa a brigar contra seus instintos assassinos para consumir sangue humano.

O filme começa com uma bela cena que não se encaixa muito com o restante da aventura já dando o tom do que iremos encontrar em termos narrativos, uma verdadeira bagunça preguiçosa recheada de clichês e situações que não se justificam.

Jared Leto está contido e diferente do que ouvi e li por ai, não me incomodou. Está ok. Não entrega algo memorável, mas também não compromete.

Matt Smith assume o papel de Loxias Crown, um grande amigo de infância do personagem principal, que tem um importante papel na trama, mas que não tem suas motivações justificadas, ele faz grandes ações simplesmente ‘porque sim’. A atuação de Matt me agradou muito e para mim é o ponto alto do filme, mas o roteiro simplesmente destrói toda a jornada de seu personagen com motivações preguiçosas a ponto de se fazer questionar o motivo dele está fazendo o que está fazendo. É sem sentido.

Adria Arjona, Jared Harris e Tyrese Gibson também tem papéis de destaque no filme, mas que são completamente desnecessários sem peso na trama. Um grande desperdício de talento, emprestam seus nomes apenas para vender o longa.

A coisa é tão escabrosa que há uma cena em que policiais estão atrás de Morbius no térreo de um prédio e o vampiro, para fugir, salta para o alto. Dá em torno de três saltos e a cada um sobe uns 3 ou 4 andares de um interior de edifício que tem escadas em formato circular junto as paredes. O personagem de Tyrese está no chão observando o vampiro junto com os outros policiais. Ao chegar no ponto mais alto do edifício, Morbius ameaça pular para um outro prédio, mas hesita. Ao olhar para trás de repente o personagem de Gibson está lá apontando uma arma para ele. Eu cheguei a pensar que seria revelado que esse policial tinha algum super poder, mas não, é apenas uma conveniência do roteiro, porque ele precisava chegar lá.

O papel de Tyrese é tão desperdiçado e preguiçoso que ele se torna o ‘detetive óbvio’, que só aparece nos locais de crime para falar para o telespectador o que ele já sabe e acabou de ver.

Homem-Aranha e Marvel

O sucesso de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa foi tão grandioso que a Sony Pictures precisava faturar em cima e por meses ficamos discutindo sobre como o Homem-Aranha poderia aparecer no filme, quem seria o Spider desse universo ou como o Abutre de Michael Keaton iria integrar os universos, uma vez que ele aparecia bem atuante nos trailers. Bom, tanto o herói Cabeça de Teias quanto o vilão do MCU e todas as referências ao Universo Marvel estão praticamente só no trailer. Fomos enganados de uma forma covarde e desnecessariamente baixa. Não há imagens e nem nada ligado ao Homem-Aranha, no decorrer da trama, e o Abutre de Keaton aparece apenas nas cenas pós-créditos, diferente do que nos dá a entender nos trailer. Sujeira demais. As cenas de Keaton, aliás, nos trailers, nem estão no longa.

Efeitos Visuais

Apesar da primeira cena estar completamente jogada, o filme começa até bem, mas ainda no primeiro ato começa a se perder de uma forma que não há mais concerto. Eu, particularmente gostei dos efeitos visuais. Mais uma vez, vi muitas pessoas reclamando, mas a mim, não incomodou. Porém, a metamorfose entre o humano e o vampiro, que acontece constantemente, não tem nenhuma explicação é só mais um ‘porque sim’, ao qual o filme está recheado. Os poderes de Morbius, aliás, são muito convenientes e simplesmente funcionam para ele de forma preguiçosa só para fazer a história se desenrolar. Ele emite um sonar que as vezes surge do nada para fazê-lo ouvir a poucos metros ou a muitos quilômetros exatamente aquilo que ele precisa e assim é. Como ele sabe onde seu par romântico está? Como se concentrar para que lado tentar captar? Nada é explicado, ele simplesmente está na dele e pá, vem o sonar e mostra o que ele precisa saber.

Expectativa e Decepção

Devo confessar que sou desiludido com a forçação de barra da Sony Pictures em querer empurrar um universo do Aranha e com isso ficar destruindo esses personagens. Por conta disso fui assistir Morbius com as expectativas lá no chão, as menores possíveis. Por isso, eu achei o filme nota 4, ruim e preguiçoso, mas que você conseguiria assistir em uma tarde de bobeira qualquer na sessão da tarde.

Devo confessar, porém, que essa não foi a reação das pessoas que estavam na mesma sessão que eu. O cara que estava ao meu lado, quando o filme terminou levantou as mãos sozinhos como se dissesse, ‘O que!? Sério isso!?”. E repetiu o gesto nas cenas pós-créditos até o final ele concluir com um belo “que merd@!”.

A reação geral da sala ao termino foi de risos incrédulos e comentários negativos. Quando eu sai da sala peguei elevador com um rapaz que perguntou se eu também estava assistindo ao filme e quando eu confirmei ele perguntou: “Quem te obrigou a vir fazer isso?”. Quando eu disse que vim por conta ele brincou indignado: “Pra que fazer isso, cara? Filme horroroso, estou arrependido do dinheiro que gastei, queria estar em casa dormindo”.

Por fim, na frente do shopping, indo para casa, já era madrugada, um casal conversava quando o rapaz exclamou: “Nossa, que filme horrível”.

Com certeza minha sessão está decepcionada por eu estar dando uma nota 4 para esse longa, pois se fizéssemos uma avaliação geral ali pós-filme, a nota provavelmente seria bem menor.

Vale dizer que o final do filme é muito ruim e as cenas pós-créditos são uma grande confusão, que passam a sensação de que a Sony Pictures não tem a menor ideia de para onde vai levar esse universo do Spider.

Trailer

Nota: 4

Morbius
4 / 10 Reviewer
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Prós
- Efeitos visuais
Contras
- Roteiro capenga
Sinopse
Morbius é um vampiro que tem suas histórias situadas no universo do Homem-Aranha e faz parte do projeto da Sony para criar seu próprio universo da Marvel, fora da Marvel, junto com Venom e outros projetos.
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